Saiba quais são os sinais do AVC, no qual atendimento rápido é decisivo


O acidente vascular cerebral, mais conhecido como AVC, é a segunda maior causa de mortes no mundo. O neurorradiologista José Guilherme Caldas, do Hospital das Clínicas de São Paulo, explica que o problema pode ter duas causas: a falta de sangue no cérebro, que provoca o AVC isquêmico, e a ruptura de um dos vasos sanguíneos cerebrais, o AVC hemorrágico. De acordo com o médico, uma em cada seis pessoas poderá ter AVC durante a vida e, a taxa de AVC hemorrágico é mais comum entre as mulheres (60%) contra 40% dos homens. Já o AVC isquêmico não apresenta diferença entre os sexos.

O AVC isquêmico é causado pela obstrução das veias ou artérias, impedindo que o sangue chegue ao cérebro. O médico explica que o problema pode ser causado por colesterol alto, cigarro ou defeitos químicos, que fazem com que o paciente apresente mais coagulações.

Já o AVC hemorrágico é provocado pela ruptura de uma das veias do cérebro, podendo causar danos cerebrais. A consequência é a perda de alguns movimentos e funções, que pode ser de maneira temporária ou permanente. Entre os fatores de risco estão hipertensão descontrolada, cigarro e obesidade.

Os sinais de um AVC isquêmico e AVC hemorrágico são parecidos. O neurorradiologista aponta que um dos principais meios de identificar se uma pessoa está tendo um AVC é o fato de não conseguir falar, de fazer contas básicas ou apresentar a boca torta. Segundo o cardiologista, para verificar esse sintoma, é necessário pedir ao paciente que ele tente repetir algumas palavras ou tentar fazer um biquinho com a boca, como se fosse assobiar.

A perda da sensibilidade é outro importante sinal, conforme afirma o cardiologista. É caracterizada por formigamento, especialmente nas mãos e nos braços e, ao pedir que alguém o toque, ou tocar a si mesmo, não sente nada.

Fonte: R7