Neymar marca de pênalti e Brasil derrota o Uruguai em amistoso

 AFP

Inglaterra - Sete títulos mundiais em campo e uma rivalidade centenária, mas um futebol longe da tradição de duas potências do futebol. No primeiro duelo entre Brasil e Uruguai em solo europeu — Londres foi a 18ª cidade a receber o clássico —, um erro do árbitro decidiu o amistoso. Em pênalti duvidoso, Neymar garantiu a vitória por 1 a 0, no Emirates Stadium. Terça-feira, o adversário será Camarões, em jogo que encerra a temporada.

Antes de a bola rolar, um momento emocionante no Emirates Stadium: os jogadores fizeram um minuto de silêncio em homenagem póstuma a Aldyr Schlee, criador da Amarelinha, em 1954, quando o Brasil trocou a camisa branca pela canarinho. Ele morreu quinta-feira, de câncer, aos 83 anos, em Pelotas.

Após o apito inicial, o Brasil começou melhor, tocando a bola diante de um Uruguai encolhido no campo de defesa. Neymar, aos cinco minutos, em cobrança de falta, e aos 13, em chute rente à trave, mostrou que a Seleção queria jogo. Faltou, porém, atuar coletivamente.

Firmino, Neymar, Renato Augusto e Arthur até se esforçaram, mas nada mais criaram ofensivamente. Com o passar do tempo, o Uruguai equilibrou as ações e quase fez 1 a 0, aos 21. Danilo errou o corte e deu a bola nos pés de Suaréz, que chutou com perigo e Alisson fez bela defesa.

A jogada fez a Celeste entrar no jogo e equilibrar as ações, embora o ritmo das duas equipes tenha diminuído muito a partir dos 30 minutos. Cavani, aos 45, até teve boa chance, mas parou em Alisson. No mais, jogadas ríspidas, alguma violência e cinco cartões amarelos dados pelo árbitro.

No segundo tempo, o domínio inicial se inverteu e quem começou melhor foi o Uruguai. Logo aos 4 minutos, Suárez obrigou Alisson a mostrar serviço em perigosa cobrança de falta.

Já o Brasil via Neymar abusar de seu individualismo, sem sucesso, perdeu poder ofensivo. Tite Tirou Renato Augusto para a entrada de Allan, mas a Seleção não melhorou. Neymar, aos 19, chutou timidamente e Campaña defendeu em dois tempos.

Aos 21, Richarlison entrou na vaga do apagado Douglas Costa para tornar a Seleção mais ofensiva. Em vão. O Uruguai seguia no comando das ações, até que, aos 28, o árbitro viu pênalti na dividida entre Danilo e Laxalt — no início da jogada, o lateral matara a bola com a mão. Neymar cobrou e fez seu 60º gol com a Amarelinha, atrás apenas de Pelé (95), Ronaldo (67) e Zico (66). Richarlison, aos 37, quase ampliou, após passe de Neymar, mas o Brasil, com atuação protocolar, venceu, mas ficou longe de convencer.

Fonte: O Dia