Morre mulher que foi atingida com ácido no rosto pelo ex-marido no DF

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Após 14 dias internada no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), morreu, nesta quinta-feira (09/05/2019), Cácia Regina Pereira da Silva, 47 anos. No dia 25 de abril, ela foi vítima de um crime brutal. O ex-marido invadiu a casa dela, em Sobradinho, e jogou ácido no rosto e no corpo da mulher. É o 11º feminicídio do ano registrado no Distrito Federal.

A informação foi repassada por familiares, que estão abalados com a brutalidade do feminicídio. Ela apresentou melhora após uma semana do ocorrido, porém, o quadro clínico voltou a se agravar nos últimos dias.O procedimento de reconstrução do rosto chegou a ser adiado em função do seu frágil estado de saúde.

Ainda segundo parentes, Cácia foi transferida para uma unidade de terapia intensiva na noite dessa quarta-feira (08/05/2019). Os rins davam sinais de falha no funcionamento. Como o ácido alcançou os ossos, ela teve infecção generalizada, o que motivou sua morte.

Câmeras de segurança registraram o momento em que o ex-vigilante Júlio César dos Santos Villa Nova, 55, entra no local onde cometeu o crime. Após jogar ácido sulfúrico nos olhos de Cácia, ele sacou um revólver, mas a arma falhou.

Nas imagens, Cácia sai correndo na rua, em busca de ajuda, após o ataque. Júlio tirou a própria vida após agredir a ex-esposa e usou a mesma arma, que não falhou, quando ele apertou o gatilho no ouvido.

De acordo com pessoas próximas ao casal, Júlio César conseguiu a chave da casa de Cácia – localizada em Nova Colina, em Sobradinho – e fez uma cópia sem que ninguém soubesse, o que reforça a tese de crime premeditado. As câmeras mostram o momento que ele chega ao local, desce do carro duas vezes. Na primeira, olha se tem alguém em casa. Na segunda, já com uma mochila nas costas, onde estaria o ácido, o homem abre o portão da residência da ex.

O casal tinha um filha adolescente, de 13 anos, e estava separado há mais de uma década. Segundo o delegado plantonista da 13ª Delegacia de Polícia (Sobradinho), Wander Machado, Júlio sabia que a menina não estaria no local, outra situação que leva a polícia a crer que ele premeditou o crime.

“Não falei que eu ia te matar?”, teria dito Villa Nova à vítima. “Se você não é minha, não vai ser de mais ninguém”. Em seguida, jogou ácido sulfúrico nos olhos de Cácia, momento em que ela começou a gritar por ajuda. No entanto, quando tentou atirar na ex com um revólver de calibre .32, os quatro disparos falharam, dando tempo para que ela fugisse até um bar, onde pediu socorro. A vítima recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhada para o hospital.

Fonte: METRÓPOLES/ MÁRCIA DELGADO / LUÍSA GUIMARÃES