Paciente morre na fila da saúde do Rio por demora em fazer um exame

Foto: Reprodução/TV Globo

Uma paciente internada no Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio, morreu à espera de uma cirurgia. Vítima de uma isquemia que gerou um aneurisma, a enfermeira Vilma Aparecida da Silva não foi operada porque aguardava, na fila da saúde, um exame que jamais foi feito.

Há cerca de 15 dias, Vilma passou mal e foi atendida no Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo. A unidade recomendou transferência para o Pedro II, que conta com neurologista. Lá, Vilma foi diagnosticada com isquemia.

O problema gerou um aneurisma, com indicação de cirurgia. A família de Vilma disse, porém, que antes seria necessário fazer um exame de arteriografia. Ela passou 17 dias internada, entrou em coma, teve problemas nos rins e acabou morrendo sem fazer o procedimento.

“Minha tia dedicou a vida inteira ao Albert Schweitzer e estava há dez anos na maternidade. Dizem que uma mão sempre lava a outra, mas na hora de lavar a dela a água acabou”, lamenta a sobrinha Glaucia Silva.

O que dizem as autoridades
A Secretaria Municipal de Saúde informou, por meio de nota no dia 29, que estava oferecendo todo o suporte à paciente durante a internação no CTI, mas sustentou que a realização da arteriografia dependia do sistema estadual de regulação.

No dia seguinte (30), a Secretaria Estadual de Saúde respondeu que Vilma tinha sido reinserida no sistema “após cumprimento de pendências” do Pedro II, que “havia inserido a paciente sem os exames necessários para a avaliação”. A CER informava ainda que Vilma aguardava vaga.

Na última sexta-feira (31), após a produção do Bom Dia Rio entrar em contato com as duas secretarias, a família foi informada que o exame seria feito no domingo (2). Mas foi tarde demais: Vilma acabou morrendo no sábado (1).

Fonte: Nathalia Castro, Bom Dia Rio