Haddad: 'quem negocia a verdade não pode ser ministro

Imagem: Paulo Uchôa

Ex-prefeito de São Paulo e ex-candidato do PT à Presidência da República em 2018, Fernando Haddad afirmou, nesta sexta-feira (05), que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, não deveria ter sido juiz nem assumido o comando da pasta que versa sobre o assunto no governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

A afirmativa de Haddad surgiu ao comentar as novas mensagens trocadas entre Moro e o procurador Deltan Dallagnol sobre investigações e processos da Lava Jato. As conversas foram publicadas pela revista Veja, a partir de um conteúdo recebido pelo jornal The Intercept.

“Quem negocia a verdade não pode ser juiz nem ministro da Justiça”, disparou Fernando Haddad, em publicação no Twitter. O petista aproveitou também para ironizar: “Obs: pelo jeito, o Papa recebeu a Veja em primeira mão”, disse fazendo referência a um vídeo publicado por Francisco nessa quinta pedindo orações pelos juízes do mundo, para que sejam imparciais e como Jesus Cristo, não negociem a verdade.

As mensagens divulgadas em reportagem da revista Veja sugerem que o ex-juiz orientou os procuradores, retardou a inclusão de provas em processos e cobrou manifestações no Ministério Público Federal (MPF).

O conteúdo também revela que o ministro foi contra o fechamento de um acordo de delação premiada entre o MPF e o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (MDB), e expressou conselhos dados pelo apresentador Fausto Silva para os procuradores sobre como se portarem diante da imprensa para falar das investigações dos casos de corrupção.

Fonte: Leia Já