Com Valentim no camarote, Botafogo é dominado e perde para o Palmeiras por 1 a 0

Cesar Greco/Palmeiras

São Paulo - Alberto Valentim terá 13 rodadas até o fim do Campeonato Brasileiro para arrumar a casa do Botafogo e evitar o sufoco de se aproximar da zona de rebaixamento. Do camarote do Pacaembu, o novo técnico viu um Alvinegro desorganizado, diante de um Palmeiras que não fez muito esforço para vencer por 1 a 0, neste sábado.

O presidente Jair Bolsonaro assistiu ao jogo no Pacaembu - ele diz ser palmeirense em São Paulo e botafoguense no Rio. À beira do campo, por um fone de ouvido, o técnico interino Bruno Lazaroni conversava com o camarote onde estava Alberto Valentim. Nem a equipe resolveu os problemas crônicos do Botafogo. O time errava passes simples no campo adversário e dava espaço demais para o contra-ataque do Palmeiras. Atrás, era pra lá de desorganizado. Em alguns momentos, se defendeu apenas com Carli e Gabriel. Não demoraria muito para sofrer o primeiro gol. Aos 14, Thiago Santos tabelou com Gustavo Scarpa e recebeu livre para abrir o placar para os donos da casa. Aos 28, Gustavo Scarpa quase ampliou em cobrança de falta.

O Palmeiras jogava em ritmo lento, mas suficiente para envolver o Botafogo. Homens de criação do time carioca, como Bochecha e João Paulo, não conseguiram jogar, tanto pela boa marcação palmeirense quanto pela falta de posicionamento dos companheiros. Lá na frente, Vinicius Tanque até se esforçou, mas, isolado, pouco tocou na bola.

Alberto Valentim também viu do alto a falta de opções do banco de reservas alvinegro. João Paulo foi substituído por Yuri no início do segundo tempo; Gilson, lateral-esquerdo machucado, saiu para a entrada do atacante Igor Cássio. O panorama não mudou. O Botafogo não conseguia dar um chute sequer ao gol. Aos 43 minutos, Bruno Henrique marcou, mas o gol foi anulado por impedimento. Aos 48, Gabriel escorregou e Cavalieri fez milagre ao defender chute de Henrique Dourado. No fim, fica a impressão de que o Palmeiras não fez um placar maior por capricho. Valentim terá longo trabalho pela frente.

Fonte: O Dia