Vasco sofre, mas avança na Sul-Americana com empate na Bolívia

 AFP

Santa Cruz de la Sierra, Bolívia - O Vasco fez valer a vantagem do empate para avançar na Copa Sul-Americana. Pouco vistoso e sonolento, o 0 a 0 com o Oriente Petrolero-BOL, no Estádio Ramón Aguilera Costas, garantiu o Cruzmaltino a cota de R$ 1,6 milhão, graças a econômica vitória por 1 a 0, em São Januário, no primeiro jogo. Pressionado pela eliminação precoce na Taça Guanabara e sofrida classificação na Copa do Brasil, o Vasco respira, mas não diminuiu o tom da cobrança da torcida pela evolução de seu futebol.

Apesar da promessa de fazer uso do regulamento apenas quando necessário, o Vasco cumpriu o discurso de jogar para frente para tentar aumentar a vantagem em solo boliviano. Elogiado pela participação ofensiva no primeiro duelo, em São Januário, o trio de volantes jogou muito recuado dessa vez. Faltou velocidade e criatividade para levar o Cruzmaltino à frente.

Isolados, Marrony, Talles Magno e Germán Cano tiveram que se virar. Atrasado, Rojas não alcançou o cruzamento de Rojas na mais perigosa jogada dos donos da casa. A resposta do Vasco foi quase no fim do primeiro tempo, quando Talles Magno fez boa jogada individual e acertou o travessão de Banegas, que chegou a desviar com a ponta dos dedos a venenosa bola. Nos acréscimos, Cano levou perigo na última chance antes do apito final.

A bobeada de Fernando Miguel marcou o início do segundo tempo, ao rebater na pequena área uma falta cobrada por Carreño. Na sobra, Salinas chutou para fora. Tecnicamente, o jogo foi ruim. Pressionado, o Oriente Petrolero tropeçava nas próprias pernas na tentativa de buscar a classificação.

Ligeiramente melhor, o Vasco até chegou. No intervalo de um minuto, Marrony teve a chance de abrir o placar. Na primeira, Banegas fez grande defesa. Já na segunda, o atacante não acertou a bola em cheio com o gol vazio, após a péssima saída do goleiro boliviano. Ribamar entrou em seu lugar e, numa finalização de fora da área.

O chute de Bueno no travessão, nos acréscimos, quase complicou o Vasco. A lamentar, as ofensas racistas destinadas aos jogadores do Vasco no segundo tempo.

Fonte: O Dia