Asteroide maior do que um campo de futebol se aproxima da Terra nesta segunda

Foto: Reprodução/ NASA

O asteroide 2020 QL2, rocha espacial considerada potencialmente perigosa, vai passar perto da Terra nesta segunda (14/9), segundo a National Aeronautics and Space Administration (NASA).

De acordo com um relatório da Express UK, a grande rocha foi vista pela primeira vez em 14 de agosto deste ano e, mais recentemente, em 3 de setembro. O asteroide deverá voar a uma velocidade de quase 38.620 km/h (24.000 mph) e chegar a uma distância de 6,8 milhões de quilômetros (4,2 milhões de milhas). Atualmente o QL2 está viajando a 10,5 quilômetros por segundo (6,52 milhas por segundo).

Considerando seu tamanho e proximidade com a Terra, o asteroide 2020 QL2 é considerado "potencialmente perigoso" pela NASA. No entanto, segundo a agência espacial, quase não há chances de a rocga atingir o planeta, pois, se continuar a seguir seu caminho atual, o asteroide passará a uma distância cerca de dez vezes a distância entre a Lua e a Terra.

Segundo a NASA, o tamanho do asteroide pode ser algo entre 53 metros (174 pés) e 120 metros, do tamanho de um campo de futebol. O objeto é classificado como parte do grupo Apollo e faz parte do grupo de cometas que cruzam a Terra com período orbital curto, ou seja, inferior a 200 anos e com semi-eixos maiores maiores que o da Terra. Isso o torna uma das rochas potencialmente maiores na lista de Objetos Próximos à Terra (NEO) da agência espacial.

A NASA define o Objeto Próximo à Terra (NEO) como um objeto espacial que tem uma distância do periélio de menos de 1,3 unidades astronômicas (au). Os Asteroides Potencialmente Perigosos (PHAs) são aqueles que têm a Distância Mínima de Intersecção da Órbita Terrestre (MOID) de 0,05 au (ou 7,4 milhões de quilômetros) ou menos e medem mais de 460 pés de diâmetro.

Ainda segundo o relatório da NASA, até setembro de 2044, o asteroide 2020 QL2 ainda vai se aproximar da Terra e da lua mais 10 vezes. A previsão da próxima passagem será no dia 11 de maio do próximo ano.

Fonte: Correio Braziliense