Rebeca Andrade é campeã olímpica na prova do salto

Foto: Loic Venance/AFP


 Três dias após conquistar a primeira medalha olímpica da ginástica artística feminina do Brasil, a prata na disputa individual geral, Rebeca Andrade deu continuidade à história que está escrevendo nos Jogos de Tóquio.


Em um capítulo ainda mais emblemático, a paulista de 22 anos ganhou a medalha de ouro na disputa do salto, nas primeiras horas da manhã deste domingo (1º).


Rebeca se tornou a primeira brasileira a ganhar duas medalhas em uma mesma edição olímpica. E ela ainda poderá conquistar a terceira. Nesta segunda-feira (2), disputará a final do solo, às 5h57 (de Brasília). 


O único brasileiro a somar três medalhas em uma edição dos Jogos foi o canoísta Isaquias Queiroz, na Rio-2016. O recorde total de medalhas entre as brasileiras é da judoca Mayra Aguiar e da ex-levantadora Fofão, com três conquistas em três edições. Em menos de uma semana, Rebeca também poderá igualar essa marca.


Se na última quinta (29) a brasileira precisou mostrar que era uma das ginastas mais completas do mundo para ficar com a prata na competição que envolve os quatro aparelhos (salto, solo, trave e barras assimétricas), a medalha deste domingo permitiu que ela brilhasse em sua maior especialidade.

A média dos dois saltos dela foi 15.083, abaixo do que apresentou na classificação, mas o suficiente para garantir a conquista histórica. A americana Mykayla Skinner ficou com a prata (14.916) e a sul-coreana Yeo Seojeong, com o bronze (14.733).


Faz tempo que os saltos de Rebeca estão entre os melhores do mundo, mas as três cirurgias que ela precisou fazer para reconstituir o ligamento cruzado anterior do joelho direito a impediram de obter nos últimos anos uma medalha nas principais competições. O salto preocupa especialmente por forçar essa parte do corpo nas aterrissagens.


A última operação foi antes do Mundial de 2019, que pôs em dúvida a participação dela nos Jogos de Tóquio, quando a previsão era que o evento ainda acontecesse em 2020.


O adiamento provocado pela pandemia da Covid-19 acabou sendo benéfico para a atleta recuperar o ritmo de treinos e a confiança.


Ausente do individual geral e do salto, a americana Simone Biles também abriu mão do solo, sob a justificativa de que precisa preservar sua saúde mental.


Flavinha

O Brasil ainda terá mais uma chance de medalha na terça-feira (3), com Flávia Saraiva, na final da trave.


Fonte: Folhapress

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